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Posts de Dezembro, 2004

Temporal

uma nuvem
depois a outra…
de mansinho, outras vão chegando.
é de reunião constante, nesses tempos.
elas planejam, cochicham.
então, uma delas acende os holofotes!
e a luz invade o palco.
aí elas pulam! comemoram!
só depois, vêm os tambores
sempre atrasados…
e todas choram.
-José Antonio Borba -
Esta poesia faz parte da 12ª Edição – 2004 dos Poemas no ônibus.

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(…) Hoje
sei apenas gostar
duma nesga de terra
debruada de mar.
- Miguel Torga -

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Foi Sangrenta

Foi SANGRENTA toda a terra do homem.
Tempo, edificações, rotas, chuva,
apagam as constelações do crime,
o certo é que um planeta tão pequeno
foi mil vezes coberto pelo sangue,
guerra ou vingança, armadilha ou batalha,
caíram homens, foram devorados,
depois o esquecimento foi limpando
cada metro quadrado: alguma vez
um vago monumento mentiroso,
às vezes uma cláusula de bronze,
depois conversações, nascimentos,
municipalidades, e o esquecimento.
Que [...]

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