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Arquivo da categoria ‘Poesias’

Delírio

Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!
Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.
Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em [...]

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Leituras Noturnas

Deus habita em tudo,
Do minuto inicial de vida
Ao Homem — a consumação deste plano
Do ser. a conclusão desta esfera
Da vida: seus atributos espalhados
Aqui e ali pelo mundo visível,
Pedindo para serem combinados,
São pálidos fragmentos destinados
A se unirem num todo esplendoroso,
Qualidades ainda imperfeitas,
Que se encontram por toda a criação,
Sugerem uma criatura a ser formada,
Um ponto onde todos [...]

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Amanhecendo

Calmo é o orvalho:
Sereno chega
e sereno permanece.
-Luis Vicente Susin –
Da série Poemas no Ônibus

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As ensinanças da dúvida

Tive um chão (mas já faz tempo)todo feito de certezastão duras como lajedos.
Agora (o tempo é que fez)tenho um caminho de barroumedecido de dúvidas.
Mas nele (devagar vou)me cresce funda a certezade que vale a pena o amor
-Thiago de Mello-
Será mesmo que vale?

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Delírio

Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!
Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.
Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em [...]

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Devaneio de Um Grão de Areia

Nessa minha vida pequena,só queria a carícia amena de um calcanhar de mulher.
-Josimara Tonella Estigarriba-Poemas no ônibus 14ª Edição

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Fantasmas

Velhos fantasmas
arrastam correntes
nas masmorras
da minha mente

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É primavera…

by-Caio Lucas

É primavera…
Espero os momentos,
a vida,
as estações, o dia,
à noite, nós.

Demore um pouco e me deixa louco,
como foi setembro, o outro,
se chegar, toque meu rosto,
talvez ainda seja inverno.

Traz o braço, o abraço,
deixa-me quente,
faz [...]

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MERLIN

Ó Merlin, no fundo de tua gruta,
Imerso no esplendor do cristal,
Haverá um dia um cantador,
Cuja música possa acariciar
Os vincos moldados pelo dedo de Adão
Nas ondas e nas campinas?
Ou um corredor que passe além
Da longa sombra que o homem gerou,
Ao irromper pelo portal da história,
E devolva a maçã à [...]

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São assim os poetas

São assim os poetas:
Dão no pino do Inverno
Versos da primavera.
A razão ?
Talvez seja
Que neles o coração
Mesmo velho viceja.
(Miguel Torga)

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